quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Tô aqui só pra saber que existe saudade

Passa o tempo, o relógio gira, o cabelo muda, mudam os amigos, a casa, a rua, mas aqui dentro, algo perpetua.
Olhando a velha estante pinço um livro, Vinicius, abro-o aleatóriamente e eis que me deparo com aquele poema; aquele que me traz lembranças sutis.
Ligo o som, Djavan e, como estou certa que o acaso não existe, chego à conclusão que todo o universo quer me fazer lembrar você.
Você, que volta e meia vem à minha mente, através de letras, cheiros, sons.
Há dias estou fixada nos 5 sentidos, há dias venho os associando a determinados sentimentos, alguns bons, outros não.
Não quero sentir o cheiro da perda, não quero ouvir o som da indiferença, desejo comer esse vazio que sinto aqui no meu peito e quero te olhar e te tocar uma vez mais...só mais uma vez e que esta seja pra sempre: eu e você um só tato.
Como na canção, 'são noites cheias de um céu vazio e vão.'
Lembro de cenas que nunca existiram, inventei pra nós uma nova canção.
Sim eu evito pensar, mas a noite o sonho vem e com ele você que às vezes vem pra ficar, noutras pra dizer que partiu e aí eu sofro; porque mesmo nos sonhos, você diz que nosso tempo passou.
Questiono o tempo, justifico sentimentos, resgato momentos, mas você mudou e eu mudei também.
Acordo no hoje, aqui, numa solidão de você, me falta o ar, me falta você. Me sinto só.
Penso que poderíamos nos apresentar de novo, ler outro poema, talvez do Quintana ou Leminsk, escolhermos uma nova canção ou talvez não, porque na verdade o que eu sinto é a nostalgia gostosa de nós dois.
É só isso: saudades.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

E eu que andava triste, descrente deste mundo...

Às vezes, aquele impulso, que te tira do fundo do poço e te coloca pronta para continuar a nadar chega da maneira que você menos espera.
Cá estou eu achando a realidade banal, não porque a vida é boa ou ruim, porque ela simplesmente é, e para mim vendo sendo bem mais ou menos.
Acostumada com meus padrões comportamentais, não vislumbrava, até então, possibilidade de fazer diferente.
E então?
Entãoalgo muda e alguém que eu nunca me pertimi ouvir e, seria aquele a quem eu por descendência, crença, padrão, sobrevivência poderia SEMPRE me socorrer, pela primeira vez na vida me deu uma lição.
E não foi lição de moral, foi lição de vida, de sentimento, de como mudar o comportamento.
Foi bom. Não, bom é pouco, foi demais!
Notícia boa, conversa melhor ainda, esperanças!
Vontade de abrir os braços para a vida e continuar.. sempre continuar.
Valeu Pai!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Patética

Ando revirando o baú das coisas velhas, esquecidas, mofadas.

Como aquele velho vestido que eu olho, vejo que está fora de moda, desbotado, amarrotado, mas não me desfaço.

Empresto às vezes com aquele sentimento de posse, mas peço de volta e quando tento vestir ele não cabe, não encaixa, mas eu insisto em continuar com ele.

O problema é que o vestido não me serve mais.

É outra estação, a moda mudou e eu me pego fuçando no baú, naquela poeira toda do passado, tentando me apossar de algo que não me pertence mais.

Patética.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Eu dou plantão nos meus problemas...

Padrões. Repetições. Dores. Prazeres e Culpa.

Nos fingimentos cotidianos, vamos nos iludindo que não deixamos marcas um no outro.

Que nos relacionamos de forma banal, que vivemos simplesmente envolvimentos carnais.

Mentiras!

O liame já se fez, momentos nossos, cumplicidades, beijos vorazes e, embora saibamos que isso não nos leva a nada, impossível evitar. Algo mais forte nos laça não sei, talvez escravidão.

Tudo seria perfeito, não fossem meus conceitos e preconceitos, meu inconsciente-emocional.

Quisera eu não pensar tanto, quisera eu não achar tudo problema.

Mas penso e sinto e acho e em que pese você fingir que não, você pensa e senti e acha também.

A vida tão simples é boa...mas vivemos de problemas.

Passionais.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Cúmplices

- Você está tão diferente Rô...


- Ah! é o cabelo! Cortei bastante, pintei.


- Não disfarce, nem banque a ingênua, nos conhecemos o suficiente e ambos sabemos que você está diferente de dentro pra fora e não de fora pra dentro.


- É... sem palavras....