É uma sombra que pende concreta
Do meu nariz em linha reta
Não é minha cidade
É um sistema que invento
Me transforma
E que acrescento
À minha idade
Nem é o nosso amor
É a memória que suja
A história
Que enferruja o que passou.
Não é você
Nem sou mais eu
Adeus meu bem(adeus adeus)
Você mudou mudei também
adeus amor adeus e vem
Só quero saber do que pode dar certo
Não tenho tempo a perder"
(Titãs)

Fico pensando no porquê de tanta gente solitária, se há tanta vida pra viver.
Analisando meus relacionamentos, chego a concordar com aquele e-mail que circula na internet, "anos de relacionamento, acabou, não deu certo.. sim deu! enquanto durou..." ou seja até o momento em que o moço ou moça, não se encaixar mais na listinha de exigências do respectivo convivente.
E aí me pego relembrando meus relacionamentos, em todas as regras que me impus para ter o relacionamento perfeito.
Mas o que é perfeito afinal? De volta às minhas crenças: - e se o distinto senhor da vez não se parametrizar ao perfil previamente delimitado por mim?
Lá vem a dona memória, exigir o cumprimento da regra estabelecida.
Mudamos os dois? Ou na verdade não nos mostramos reais?!?
Onde está a flexibilidade nos relacionamentos atuais?
E aí volto novamente a cultuar o vazio, que aniquila as regras, as crenças, e me lançará ao desconhecido, pois é ele - o vazio - que permitirá que eu aceite o que a vida tem de bom a me oferecer, sem medo, sem conceitos, apenas pronta para o que pode dar certo.
Mudamos os dois? Ou na verdade não nos mostramos reais?!?
Onde está a flexibilidade nos relacionamentos atuais?
E aí volto novamente a cultuar o vazio, que aniquila as regras, as crenças, e me lançará ao desconhecido, pois é ele - o vazio - que permitirá que eu aceite o que a vida tem de bom a me oferecer, sem medo, sem conceitos, apenas pronta para o que pode dar certo.

