
Sou uma pessoa que chora.Emotiva por natureza.A superlatividade do choro.
Choro sozinha ouvindo Chico Buarque cantar Menino Jesus, porque histórias de vida mexem comigo; pelo mesmo motivo choro em finais de novela, no último episódio de Friends e quando a nave da Xuxa ia embora no dia do aniversário do programa.
Tenho choros nostálgicos, lembrando o cheiro de mato do clube de campo que frequentávamos todos os sábados quando eu era criança, quando fecho os olhos e sinto os dedos da minha avó se entrelaçando aos meus cabelos, quantas saudades da minha avó! Choros nostálgicos lembrando das férias na praia sem filtro solar e guarda-sol.
Tenho choros agradecidos, quando recebo um chocolote do meu estagiário junto com um bilhetinho de gratidão, por tê-lo ensinado a fazer uma minuta de Recurso de Apelação, que valia nota na prova da faculdade.
Choro ao ver minha afilhada dançar pela primeira vez na escola uma quadrilha junina.
Choro compulsivamente quando recebo um e-mail inesperado de alguém distante, principalmente quando a distancia é diretamente proporcional ao carinho que tenho por esta pessoa.
Chorei quando nasceram os filhotinhos do Purê (meu cachorro).
Choro no dia das mães quando entrego o presente e me vejo nos olhos da minha mãe.
Choro no ano novo, quando a família toda se reune e faz aquela retrospectiva de erros e acertos.
Choro na Casa Espírita quando me vejo desnuda da armadura, simplesmente eu.
Choro em filmes piegas de amor, lendo o Caçador de Pipas (choro aos montes).
Choro de tanto rir, quando eu adulta com mais de trinta, vou com outros adultos a um parque de diversões e me encanto qual criança em carrinhos tromba-tromba e tobogãs..
Chorei de medo quando aos dez anos me perdi no shopping Ibirapuera.
Ao anoitecer às vezes choro agradecendo a esse Deus que mora na minha intimidade, pela oportunidade de viver e conviver com tantas pessoas diferentes que me estimulam tanto, que me sustetam nos momentos difíceis, que compartilham comigo momentos alegres, me desestabilizam, me impulsionam, me ajudam a ver que sou meu maior problema e minha única solução.
Choro de saudades, de alegria, de decepção, de TPM e de emoção.
Tirando os dias em que rio muito.. até chorar...rs, sou alguém que chora...menininha demais.

10 comentários:
Muito lindo esse post. Interessante como nele voce demonstrou muito de sua personalidade e sensibilidade.
Meus pais faleceram a alguns meses. Não chorei ainda. Eu queria muito [chorar].
Fica a pergunta: quando a alma é que chora, por onde que as lágrimas vão embora?
Beijo
Vã.
Sua chorona! Adorei! Vou lembrar dos meus choros... O que eu lembro agora é o da véspera do meu casamento, qdo eu abraçava meu irmão, minha mãe e choraaaaaava que nem um bbzinho... Nem sei pq chorei tanto, ahahaha...
Bjo!
sempre é bom choraaaaaaaaaaa
Roberta, esse foi o choro mais lindo que eu lí. Você é um amor de pessoa. Beijos emocionados. Manoel.
Choro prá mim é uma limpeza da alma...
Lindo texto..
besos
Vã..realmente a gente se mostra através dos textos.. muito obrigada pelo elogio!
Acho que quando a dor é tamanha as lágrimas às vezes se recusam a sair.. acho que elas se ajeitam no nosso coração que fica apertado com o volume, até que algo tente entrar lá também e ele então distenciona, libera essas lágrimas e as devolve aos nossos olhos pra transbordar toda a emoção...
Tenho certeza que qualquer dia você conseguirá chorar, querida, quando lembrar com carinho dos seus pais e tiver aquela sensação de calor, como se numa resposta intuitiva eles lhe dissessem que estão bem!
beijos de sensibilidade (chorei ao ler seu comentário...)
Bia.. talvez você tenha chorado pensando numa saudades que poderia sentir..saudades da solteirice...rs...mas lembre dos seus choros sim... é tão bom!
Beijos da maior chorona da família!
Alexander:
Eu choro sim... pode deixar.. nem de que seja de tanto rir!
Manoel, você é um lindo.. muito mais sensível que eu!
Obrigada por seus comentários eles trazem musicalidade aos meus dias!
beijos mil!
D. Ramìrez, eu também acho!
beijos!
Postar um comentário
Depois de ler meus devaneios, 'bora filosofar comigo!