Primeiro uma euforia filha da puta, daquelas que coça o corpo de tanto que excita.
Não tem como evitar, é o instinto que arrasta e você, presa fácil de si mesma, sucumbe.
Sucumbir não seria a palavra perfeita, afinal, você provocou, buscou cavou, momentâneamente, ainda que por instantes, o prazer.
Então você se depara com um, dois, três momentos mágicos, calientes, estilo "come on baby light my fire" e atinge seu objetivo.
Depois fica a sensação de entrar numa sauna cheia de vapor, sem conseguir ver direito o mundo, sem conseguir respirar porque aquele cheiro de eucalipto sufoca.
Fica o gostinho bom na boca, mas amarguinho na garganta. Eureca! É exatamente isso!
E da euforia você vai direto para a introspecção. Odeio essa manina boba de ficar analisando situações, sensações.
Queria você mais Janis Joplin, e soltar a "mulher braba" que existe aí dentro sem analisar as situações.
Mas não é assim. Ainda vai um tempo. Há todo um drama interior que corta em pedacinhos as emoções, disseca, experiencia, sooofreeee e depois se reconcilia, se percebe vida ou sobrevida nem sei; afinal o que importa mesmo nisso tudo é ter mínimos momentos de prazer para tamponar a dor.
E como é bom esse tamponar de dor...
E por falar em drama, você anda monotemática ultimamente....chega de falar de sexo.

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Depois de ler meus devaneios, 'bora filosofar comigo!