sábado, 30 de julho de 2011

Só porque tenho por ele um apreço imenso.

Pois é.


Você foi chegando como quem não quer nada, amigo, pré - ocupando-se das minhas dores de amor, uma mensagem aqui, um telefonema ali, cafezinhos pra desabafar.
Depois vieram seqüências e mais seqüências de elogios, o tipo de amigo que te joga pra cima, com cantadas implícidas, daquelas que mocinhas tolas como eu sequer percebem que estão se tornando cativas.
Sim cativa, porque o que você fez foi me emaranhar nas malhas da sua sedução e quando me vi, não existia mais dor de amor passado, mas o fogo da paixão presente.
Nesse exato momento éramos duas tochas humanas, queimando de desejo. Olhares, mensagens picantes – a paixão não concretizada é tão excitante!
Até o dia em que não resistimos, não foi um jantar ao luar, nem houve encontro planejado. Não houveram flores, música marcante, perfume envolvente.
Foi um rompante, uma escapadela do cotidiano e lá estávamos nós, em plena luz do dia, dentro do carro, num beijo inexplicável, inesquecível, surpreendente.
Não houve outro beijo tão tesão como aquele. Adrelina, endorfina, desejo.
Depois desse momento, nada mais segurava a gente.
No início era pele, tato, perigo e eu ainda estava no controle dos meus sentimentos.
O tempo foi passando e eu fui me envolvendo.
Achei que era você, achei que éramos nós, humpf que desapontamento.
Você foi mecanizando o relacionamento, banalizando o sentimento.
Chorei mil vezes, pontofinalizei nosso caso outros milhares de momentos.
Você foi, voltou, namorou, chifrou, me seduziu, me enganou.
E embora o sexo seja o melhor da minha história, perdeu viço, perdeu aquele contato.
A paixão esfriou, tudo um dia esfria.



Como disse a canção: “Ah, não tem nada não, eu bem que me conheço.Sei que um dia eu viro a mesa e mudo de endereço”


Pois é.. tô mundando de endereço.













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