quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Eu e os livros em 2011.

2011 foi de poucos, mas bons livros, muita introspecção com a minha preferida Clarice e meu novo eleito Herman Hesse, realista, intenso, apaixonante. "O lobo da estepe" é meu novo melhor livro, ou seja Hesse superou Gabriel Garcia Marques, já que desde 1999 " O amor nos tempos do cólera" foi o livro que mais me tocou.


Além desses, me permiti uma viagem pela história do Brasil através da discografia do Chico tão bem relatada pelo Wagner Homen, esse aí comecei tudo de novo, e está na cabeceira da minha cama, pra ler o contexto em que cada canção do Chico foi composta, ouvir a música e dormir mergulhada numa época em que eu queria ter nascido.


Li cenas picantes (porque a luxúria é meu pecado capital preferido!) e essa coleção da Companhia das Letras é fantástica e o João Ubaldo Ribeiro me seduziu já nas primeiras linhas; Flaubert fechou esse lado meu sexista com chave de ouro.


Pra finalizar, essa obra nacional do Mutarelli foi um tapa na cara da sociedade hipócrita, retratando uma realidade sem sentido que todo mundo vive e ninguém admite. O filme apesar de ser dirigido e encenado pelo Selton Mello (que eu adoro) não retrata tão bem o livro (como sempre).


2012 começo bem com " A insustentável leveza do ser" - Milan Kundera, iniciei hoje a leitura e me senti hipnotizada já no primeiro parágrafo!


" O eterno retorno é uma idéia misteriosa de Nietzsche que, com ela, conseguiu dificultar a vida a não poucos filósofos: pensar que, um dia, tudo o que se viveu se há‑de repetir outra vez e que essa repetição se há‑de repetir ainda uma e outra vez, até ao infinito! Que significado terá este mito insensato?O mito do eterno retorno diz‑nos, pela negativa, que esta vida, que há‑de desaparecer de uma vez por todas para nunca mais voltar, é semelhante a uma sombra, é desprovida de peso, que, de hoje em diante e para todo o sempre, se encontra morta e que, por muito atroz, por muito bela, por muito esplêndida que seja, essa beleza, esse horror, esse esplendor não têm qualquer sentido. " ( A insustentável leveza do ser - Milan Kundera)


Espero ler mais, comentar mais ainda, fazer posts imersos nas minhasd filosofias de botequim, comparandoos livros com meu cotidiano. Desejo escrever muito porque 2011 foi tão hermético que mal escrevi, mas em 2012 pretendo escrever e me ler através dos meus 'livros e discos' com maior frequência.


Segue aí minha listinha do ano passado, todos super recomendados.


" A paixão segundo G.H." - Clarice Lispector

" A casa dos Budas ditosos" - João Ubaldo Ribeiro

" Demian" - Herman Hesse

"O lobo da estepe" - Herman Hesse

" Agua viva" _ Clarice Lispector

" História de Canções Chico Buarque" - Wagner Homem

"Knulp" - Herman Hesse

" Madame Bovary" - Gustave Flaubert

" O cheiro do ralo" - Lourenço Mutarelli

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Depois de ler meus devaneios, 'bora filosofar comigo!